Olé amigos !
Sentadas em banquinhos de madeira, duas cantoras batiam as palmas, batiam os pés e gritavam para a dançarina no centro do palco:
- Olé, olé, olé!!
Foi assim que contemplei o Eu Superior ser invocado durante a dança flamenca. A dançarina não tinha nenhuma coreografia e nem nenhum ensaio. Com sua roupa cheia de babados, ela se coloca no centro, começa a ouvir os primeiros acordes da guitarra e fecha os olhos. Sente a música, vai levantando as mãos e contorcendo as mesmas como que se preparando para dar o melhor de si. Seu rosto concentrado mostra que a sua única preocupação é ouvir de dentro de si o que deve mexer naquele momento, os pés, as mãos, com qual velocidade e com que expressão de corpo.
Ao mesmo tempo uma verdadeira união também acontece com os guitaristas, cantores e cantoras. Sem tirar os olhos da dançarina, todos se concentram na sua expressão e a partir da regência do Eu Superior da dançarina, é que o som a acompanha e o cantor traduz a sua emoção. Tudo isso a olhos vistos acontece numa perfeita sintonia onde a dança e a musica encontram toda a partitura de improviso.
Quem mais poderia ser O Maestro que uni esse grupo a não ser o Eu Superior de todos ali? Não havia espaço para dúvidas, insegurança, medo ou ações estáticas. O que se presenciou foi uma noite de criatividade, coragem, fé e diálogo entre almas que proporcionou uma espetáculo divino. Foi dando o melhor de si mesmos que o grupo de dança flamenca emocionou o publico, oferecendo o seu brilho para quem sabe fazer brilhar outras pessoas. É tentando dar o melhor de mim mesma que escrevo essas linhas e desejo do fundo do meu coração que muitos Eu superiores venham à tona no seu dia.
Bjs
Marcia
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